Organização do mundo interno e externo, é possível!

Em minha jornada como Psicóloga, tenho me deparado com uma realidade que ainda merece a atenção no universo feminino: a organização do mundo interno e externo na relação mãe e filha. Mesmo que você não tenha filha mulher, você teve uma mãe ou uma mulher (tia, avó, professora) que fez o papel de mãe, influenciando seu perfil de mulher.

Ela foi sua primeira referência para organizar seu mundo interno tentando entender sensações, desejos e sentimentos. Neste mix da existência na primeira infância, provavelmente você conviveu com uma mulher que também estava organizando seu mundo interno e para você, isso ficava visível no externo. A memória traz lembranças de como era a casa:

–  a arrumação nos armários

– o cheiro das roupas e suas regras na lavagem

–  a forma como a mesa era colocada para as refeições

– a presença de animais de estimação

– o nível de exigência na hora de guardar brinquedos

– a organização do material escolar…

Meu mundo foi cercado de regras de etiqueta e esta mesa foi organizada na casa da minha mãe, com toalhas e louças comemorando aniversário de 50 anos, como eu, numa criação européia onde os objetos são perenes

 

Desta vivência e convivência com aquela que foi seu primeiro referencial de mulher, você foi fazendo suas escolhas, algumas conscientes outras não tantas. E agora, em seu mundo adulto, você também serve de referência para outras mulheres.

Que tipo de referência você está sendo?

Será que caiu na armadilha de sonhar os sonhos da sua mãe?

Ou na armadilha de não ser nenhum pouco parecida com ela, apesar de admirar algumas características?

Dê uma olhada no ambiente onde você reside e trabalha. Como está a organização?

Aparentemente bem, mas se abrir as portas dos armários tem dificuldade para encontrar o que precisa?

Está tão organizado, que se algo estiver fora do lugar você se desorganiza internamente?

Ou você já não sabe por onde começar a colocar ordem e parece que papeis, brinquedos e roupas surgem num passe de mágica?

Por onde começar?

A Dica da Tere é começar selecionando o que, na memória histórica com a sua mãe vale a pena guardar.

Selecione o que é útil, descarte o que não é!

Não importa onde ela esteja, cuide da mãe internalizada por você.

Mantenha próximo aquilo que contribuiu para seu crescimento, exercite a gratidão, organize seu mundo interno.

E para materializar isso, escolha uma gaveta para organizar na sua casa ou escritório, entre em contato com o mundo interno, organizando o externo. Isto é possível!

Minha primeira figura de referência: minha mãe Terezinha e seus trabalhos manuais

4 comments

  1. Que bonito Tere! O pouco que convivemos e ver você tirando tantas coisas boas do seu relacionamento de filha é motivante ! Fica aqui minha admiração por você ! Forte abraço .

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