O tempo urge, você tem usado todo o potencial da sua Personalidade?

Você já deve ter ouvido falar da “Síndrome da Gabriela”.

Ou será que não?

Ela é usada para aquelas pessoas resistentes ao aprimoramento e baseada na letra da música de Dorival Caymmi:

“…Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela …”

Confesso que é tentador se levar pela vida com esta mentalidade, pois é simplista, muito mais fácil.

Difícil mesmo é admitir falhas, inadequações e juntar forças para iniciar uma jornada rumo ao aprimoramento num processo contínuo.

Os Perfis de Personalidade, estudado pelo Psicólogo Carl Jung, nos trazem a base que possibilita fazer a escolha de não mudar o “jeitão” de ser ou ao contrário, guiar para o aprimoramento.

São quatro os Perfis de Personalidade básicos, dois voltados para projetos e dois voltados para pessoas; dois com mais iniciativa e dois mais cautelosos, respondentes aos estímulos. A confluência entre estas características é que definem os Perfis. Na realidade, temos um pouco de cada, mas um ou dois são mais intensos e influenciam nossas tomadas de decisão.

Gosto de usar os arquétipos desenvolvidos didaticamente por Gustavo e Magdalena Boog, pois em qualquer cultura eles são facilmente entendidos.

O Perfil de Personalidade definido como “Guerreiro” é aquele rápido para projetos, com uma veia empreendedora, desbravadora ditada pelo seu lado afoito. Este perfil tem um controle emocional maior podendo muitas vezes ser insensível às dores do outro, principalmente se atrapalham seus projetos.

O Perfil de Personalidade na antítese é o “Amante” onde o foco está nos relacionamentos intensos com pessoas, onde as emoções são vivenciadas como uma esponja, sugando todo o entorno. São pessoas extremamente empáticas, mas podem deixar de concluir seus projetos por se perderem, em suas emoções ou nas emoções alheias.

O Perfil de Personalidade do “Mago” também é voltado para projetos, mas com uma cautela maior pois o objetivo é estudar os prós e contra,s minimizando erros. Aqui o ponto motivador é a busca incansável pela perfeição, o que pode levar à uma rigidez nos relacionamentos.

Na antítese temos o “Rei” voltado para os relacionamentos em massa, quanto mais pessoas conhecer, maior as chances de conseguir resultados. As emoções flutuam e oscilam conforme o vento. São consideradas pessoas simpáticas, excelentes relações públicas, mas podem ser atrapalhadas pelo ego excessivamente em evidência.

Arquétipos de Gustavo e Magdalena Boog

 

 

Os estudos sobre o comportamento humano apontam que, conforme as demandas da vida, escolhemos manter estes perfis rigidamente e assim acabamos taxados como alguém que tem a “Síndrome da Gabriela” numa estrutura tecnicamente chamada de egossintônica, pois passeamos pela vida sempre com o mesmo padrão.

Por outro lado, existe a possibilidade de nos aprimorarmos, olharmos para os nossos padrões, selecionarmos o que é bom, produtivo, saudável e separarmos aquilo que pode nos auto-sabotar. Podemos respeitar nosso Perfil de Personalidade e investir no aprimoramento pessoal.

Qual sua escolha?

 

 

 

 

 

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